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Província de Salta

Província de Salta

A Província de Salta, no noroeste da Argentina, é uma daquelas regiões que acopla de tudo um pouco, tornando-se naturalmente plural

Província de Salta

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Província de Salta, no noroeste da Argentina, é uma daquelas regiões que acopla de tudo um pouco, tornando-se naturalmente plural, e capaz de oferecer entretenimento para todos os tipos de turistas que desembarcam aqui, de famílias a mochileiros. A capital homônima se destaca na paisagem em virtude de sua preservação histórica, visível em praticamente todos os edifícios da cidade, como o Cabildo de arquitetura colonial que data do século 18, o Convento de São Francisco e a Igreja de São Bernardo, erguida entre os século 17 e 18. Atrelada à cena urbana estão montanhas gigantes que abraçam seus mais antigos componentes. Apesar das medidas tímidas, Salta foi no passado uma importante parte das rotas comerciais em direção à Bolívia, e nos dias atuais mantém sua pujança através de uma vida cultural vibrante em locais respeitados como o Centro Cultural America e o Museu de Arte Contemporânea, ambos na Praça 9 de Julho, e com uma programação efervescente de exposições, além doMuseu de Arqueologia de Alta Montaña, que se orgulha de seu acervo de múmias de Llullaillaco.

Apesar da estadia acolhedora, Salta tem tesouros ao seu arredor que podem ser explorados de maneiras bastante encantadoras, como o Trem das Nuvens, uma composição moderna composta por restaurante e poltronas confortáveis, que em duas horas de deslocamento, cruza montanhas e revela uma série de paisagens arrebatadoras. Ao passo em que trilha a sua jornada, o Trem das Nuvens perpassa abismos surpreendentes, e coloca em primeiro plano os contornos magníficos de San Antonio de los Cobres e Viaducto La Polvorilla, elevando seus viajantes a uma altura de 4200 metros. É normal sentir certo enjoo, normalmente combatido uma folha de coca numa das paradas, mas se precisar, o trem dispõe de enfermeiros. Outro passeio bastante interessante é o Valle Calchaqui, que reúne variados vales e montanhas, delineando um cenário surreal ao longo de 520 quilômetros, nos quais pulsam detalhes da história pré inca e colonial.

É nesta direção que em pouco mais de duas horas de viagem de carro chega-se a Cafayate, que garante seu lugar no roteiro perfeito em função de suas dezenas de vinícolas, especialistas na produção do vinho Torrontés. Além de excelente vinícolas – Quara, Etchart, Yacochuya, Nanni, El Esteco – Cafayete sugere o seu Museu do Vinho, focado em explicar como as condições climáticas locais favorecem o desenvolvimento da bebida, bem como, detalhes do processo de produção do vinho branco e frutado que já é exportado para Alemanha e Estados Unidos. O estilo arquitetônico predominante na cidade é o barroco misturado ao colonial, que fica bastante evidente em edifícios como o da Catedral Cafayate, e entre suas festas mais típicas está La Serenata de Cafayate, comemorada durante o verão para ressaltar a cultura folclórica. Seguir em frente em direção à Cachi renderá um encontro mágico com a Quebrada de Las Flechas, um espaço arenoso que sob ação da erosão teve sua paisagem transformada em sítio geológico, num horizonte coberto de pequenas elevações. É lindo!

No centro do Vale Calchaqui, Molinos reina como uma pequena joia. A cidade está na base do Cerro Overo, ladeada pelo rio Molinos, que resulta de uma confluência dos rios Amaicha e Luracatao, e ganha notoriedade como a principal cidade do Vale. Originalmente, Molinos formou-se a partir da Igreja de San Pedro Nolasco e da Hacienda de San Pedro Nolasco de los Molinos, e recebeu este nome em virtude do número de moinhos de farinha. Hoje, a igreja é tombada como Monumento Histórico Nacional e a fazenda foi transformada em um hotel cinco estrelas. A fim de que as surpresas fiquem ainda maiores, em direção à Província de Jujuy, testemunha-se a chegada da Quebrada Humahuaca, listada como um Patrimônio da Humanidade pela Unesco, e um universo de belezas entre cânions, ruínas, igrejas e vegetação típica. É a partir daqui também que se tem acesso à aldeias indígenas, como Purmamarca, de onde se tem a melhor vista do Cerro de los Siete Colores, uma colina formada cinco milhões de anos atrás, que se transformou em um cartão-postal por conta das diferentes tonalidades de seus paredões.